|
Lisboa, também
conhecida como a cidade das sete colinas, está aberta ao rio Tejo e o
seu clima temperado, juntamente com as ricas flora e fauna, ajudaram à
rápida colonização da área.
Mas algo terrível mudaria Lisboa para sempre - o terramoto de 1755. É
frequente ler na história de monumentos e igrejas que os mesmos foram
reconstruídos ou recuperados depois do terramoto de 1755. Este foi o
momento mais negro da história de Lisboa.
Na manhã de 1 de Novembro de 1755 sentiu-se o primeiro tremor e apenas
uns minutos depois sentiu-se o segundo, muito mais violento, que
reduziu metade da cidade a destroços. O terramoto provocou um maremoto
que varreu a cidade quase por completo. Barcos, docas e edifícios foram
destruídos pela fúria das águas e milhares de pessoas foram arrastadas
para nunca mais serem vistas.
Como
se tudo isto não bastasse, um fogo terrível deflagrou pela cidade,
ardendo durante três dias seguidos e destruindo o pouco que restava de
Lisboa. Ao todo, perderam-se 60.000 vidas só em Lisboa e outros tantos
milhares morreram noutras áreas. O sismo foi sentido por quase toda a
Europa e no noroeste de África.
Mas a reconstrução de
Lisboa tornou-se uma prioridade e ainda nem tinham terminado os
tremores, já o Marquês de Pombal estava a delinear ideias para
reconstruir a cidade. Ele começou dizendo "Enterrem os mortos e
alimentem os vivos" e, arregaçando as mangas, lançou-se ao trabalho.
Devido à sua determinação e sentido prático, Lisboa ergueu-se
rapidamente e melhor do que nunca. A área situada entre a baixa de
Lisboa e a Praça do Marquês de Pombal, principalmente da Praça do Rosio
à Praça do Comércio, ainda hoje mostra o sistema inovador pensado por
Sebastião José de Carvalho e Melo - o próprio Marquês!
|